segunda-feira, 9 de maio de 2011

MEU ESPELHO

Olho-me no espelho e vejo um ser esquisito, sem graça, normal, feio, chato e cheio de manias. Os outros vêem um ser belo, generoso, meigo, cheio de garra, e diferente.

Diferente...essa é uma boa palavra para descrever tudo o que eu enxergo tooodos os dias. Di-fe-ren-te!!

Pronto, me sinto assim agora. Com apenas um adjetivo. Não sou igual aos outros. Não penso da mesma forma, não ajo da mesma forma.

Sou abusada, cara-de-pau, inconveniente, sincera e menina...posso ser arrogante, ignorante e grossa. Mas no meio disso tudo, sou tímida!

Me envergonho quando me elogiam. Não pelo elogio em si, mas porque até hoje não me acostumei em escutá-los e conscientizar que são para mim.

Sou rebelde, falsa, omito e minto para muita gente, mas se me perguntarem de fato, não saberei contar nada mais do que a verdade. Sou criança.

Arquiteto tudo em minha mente. Contabilizo e executo conforme o planejado, mas quando as coisas saem do controle, eu deixo o som envolvente fluir.

Sou confusa, cheia de mim, indiferente, insegura, desconfiada e cega de amores pelo mundo.

Facilmente magoável, recoberta de armaduras, cheia de respostas e um reservatório cheio de lágrimas

Amarga e gentil, irritante e espontânea. Uma icógnita!

Sou um ser esquisito e cheia de peculiaridades. Sou humana, quem não é?



SARAH HARAPH meu espelho

domingo, 1 de maio de 2011

Um novo dia

Porque quando estamos apaixonados não conseguimos enxergar um mundo sem o nosso amor?
Porque dói tanto terminar um namoro?
Mesmo quando vc já nem gosta tanto assim...
Mesmo quando vc está insatisfeito com o outro?
PORQUE CONTINUA A DOER?
Porque eu só consigo pensar direito quando a dor passa?

Hoje é mais um dia...
Mais um dia que eu escrevo, depois de tantos dias...
Mais um dia que as lagrimas rolam...
Disputando talvez a velocidade que meus dedos digitam meu sofrimento.
Mas com tantas lagrimas, e com os olhos embaçados, fica difícil desabafar.

Não sei viver sem amor, não sei viver sem dor.
Carma...
Fato!

E em cada novo amor, e em cada nova dor eu subo a superfície e respiro novamente.

Um dia, talvez, eu aprenda o porquê de tudo isso.
um dia...