Olho-me no espelho e vejo um ser esquisito, sem graça, normal, feio, chato e cheio de manias. Os outros vêem um ser belo, generoso, meigo, cheio de garra, e diferente.
Diferente...essa é uma boa palavra para descrever tudo o que eu enxergo tooodos os dias. Di-fe-ren-te!!
Pronto, me sinto assim agora. Com apenas um adjetivo. Não sou igual aos outros. Não penso da mesma forma, não ajo da mesma forma.
Sou abusada, cara-de-pau, inconveniente, sincera e menina...posso ser arrogante, ignorante e grossa. Mas no meio disso tudo, sou tímida!
Me envergonho quando me elogiam. Não pelo elogio em si, mas porque até hoje não me acostumei em escutá-los e conscientizar que são para mim.
Sou rebelde, falsa, omito e minto para muita gente, mas se me perguntarem de fato, não saberei contar nada mais do que a verdade. Sou criança.
Arquiteto tudo em minha mente. Contabilizo e executo conforme o planejado, mas quando as coisas saem do controle, eu deixo o som envolvente fluir.
Sou confusa, cheia de mim, indiferente, insegura, desconfiada e cega de amores pelo mundo.
Facilmente magoável, recoberta de armaduras, cheia de respostas e um reservatório cheio de lágrimas
Amarga e gentil, irritante e espontânea. Uma icógnita!
Sou um ser esquisito e cheia de peculiaridades. Sou humana, quem não é?
SARAH HARAPH meu espelho
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